Depois de dez anos "adormecidas", como diz Ana Paula Costa, presidente da Lusiteca, as Gorila estão de volta com novos sabores e uma imagem actualizada. A última década foi dedicada quase em exclusivo às exportações, que já pesam 40% da facturação e são impulsionadas por Angola e o Médio Orientes (Dubai e Israel). Agora, é a vez de Portugal.
Reforço nas vendas
"As Gorila têm uma imagem forte, estão no imaginário das pessoas e estavam adormecidas e mais focadas nas exportações. Era difícil encontrá-las nos cafés", diz Ana Paula Costa, filha de Carlos Marques Costa, um dos três fundadores da empresa. Com este novo fôlego, a empresa quer aumentar a presença nas tabacarias, quiosques e cafés, canais de vendas privilegiados, e chegar mais facilmente aos portugueses, sobretudo crianças a partir dos 12 anos. "Nos hipermercados são os pais que compram. Os quiosques ou cafés ainda são o canal onde fazemos mais vendas de pastilhas Gorila", diz Francisco Ramos, director-geral de áreas de negócio.
A nova estratégia - que incluiu a contratação, pela primeira vez na história da empresa, de um responsável de marketing, e o recrutamento de uma nova equipa de gestão - tem como objectivo duplicar o volume de negócios para 20 milhões de euros até 2016. E para responder ao aumento da produção, a Lusiteca vai instalar uma nova linha num espaço que, hoje, é dedicado a armazenar produto. De acordo com Francisco Ramos, esta ampliação de produção deverá concretizar-se no próximo ano e fará crescer a capacidade da fábrica entre quatro a cinco toneladas por dia. A capacidade actual é de cinco mil toneladas por ano. "Os investimentos serão feitos passo a passo e se os volumes assim o justificarem", aponta Francisco Ramos.













