Hoje, comecei a pensar quão ingratos nós, seres humanos, conseguimos ser.
Queixamo-nos por as coisas não serem como queremos, como idealizámos.
Queixamo-nos, todas as manhãs, com o mesmo dilema: "que hei-de vestir hoje?".
Queixamo-nos porque comemos demais.
Queixamo-nos porque sim.
Queixamo-nos porque não.
Queixamo-nos porque nem sim, nem não.
E aquelas pessoas que não sabem se sobrevivem mais um dia, quanto mais até ao próximo ano.
Aquelas pessoas que não têm família. Nem casa. Nem um papo-seco com manteiga para comer. Bolos esses com que nos enfardamos como se não houvesse amanhã e que, depois, além de pesarem na balança, pesam, também, na consciência.
Aquelas pessoas solitárias. Pobres. Doentes. Que passam frio. Que passam fome. Que não sabem o que é viver com as condições mínimas.
Escrevi isto, porque, por vezes, somos ingratos. Muito ingratos. Somos demasiado exigentes. Em relação a nós. Em relação aos outros. Queremos isto. Queremos aquilo. Queremos tudo. E quanto mais temos, mais queremos. Não saboreamos o que nos dão. O que nos pertence e é pena que para dar-mos valos ao que é nosso temos que ver que existem pessoas que tem menos que nós.
Escrevi isto, porque ontem acordei como se o mundo e restante universo se tivessem revoltado contra mim. Mas afinal, hoje, cheguei à conclusão de como fui estúpida, ontem. Estúpida. Egoísta. Ingrata.
Afinal, tenho o privilégio de acordar na minha cama. Na minha casa. De ter comida no frigorífico e na despensa. De ter a minha família presente. De ter pessoas que gostam de mim, apesar do meu mau feitio. De ter saúde. Alegria. Felicidade.
terça-feira, março 27, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
MODA versus a tão em voga CRISE
Actualmente, com a crise em que vivemos é cada vez mais difícil comprar aquela mala, vestido, casaco, blusa, saia, sapato, etc etc etc etc que é tendência da estação!
Menos é Mais, e como tal não é preciso ter o armário cheio de roupa para nos vestirmos bem!
Basta ter peças chave no roupeiro para obter uma boa indumentária. Não se preocupem, para estar a par das tendências não é preciso gastar muito dinheiro, até porque estamos em momentos de contenção. Não precisamos de comprar um vestido de lantejoulas só porque está na moda, mas se queremos realmente seguir a tendência podemos simplesmente comprar um bolero, ou uma camisola com lantejoulas, que é mais barato, e mais fácil de conjugar com outras peças de roupa, como calças de ganga, que toda a gente tem no armário. O truque está em perceber o que realmente precisamos e o que não. Para isto também podemos perceber que mais vale investir em certas peças de roupa do que noutras.
Organizar o roupeiro é importante.
Se temos roupa que não usamos no roupeiro o melhor é dar-lhe outro lar, se não usa uma peça de roupa à mais de 6 meses tire-a do armário, e se nos próximos 2 a 3 meses nem se lembrar dela ai sim dê-a a quem precisa. Só está a encher! Só para não falar, que apenas fazendo uma limpeza no roupeiro é que nos apercebemos do que realmente necessitamos e assim não compramos o que não é preciso. Se é preciso gastar dinheiro então sejamos inteligentes em relação a como fazê-lo. Nos tempos de hoje não há espaço para luxos, muito menos apenas porque se quer estar a par das tendências. Mas se realmente forem das que gosta de as seguir (como eu!) certifiquem-se de que realmente vão usar as peças várias vezes para justificar o gasto e de que realmente precisam!
Perceba o número de vezes que vai usar uma peça, pois é determinante para o investimento.
Aposte em peças básicas de qualidade (jeans, camisa branca, vestido preto, blazer, carteira, blusão de pele, etc.).
Invista em acessórios actuais, que revelam as tendências da estação.
Aproveite (bem e de forma inteligente) os saldos: é fundamental que faça uma lista do que precisa e de quanto quer gastar.
Compre no estrangeiro, se viajar, ou online: consulte regularmente as promoções e outlets de sites que às vezes nem cobram despesas de envio.
Eu costumo fazer previamente uma lista do que preciso e faço um orçamento relativamente ao mesmo, pois não gosto de gastar dinheiro sem mais nem menos. E depois passo à fase de comprar, mas nada sem estudar primeiro.
Faço umas sessões de visitas às loja que gosto e vejo a minha lista e vou tomando nota dos preços e depois é só escolher … mas como este ano está muito muito mau .. nem peças básicas comprei :0(