
Um porto, o mar, as nuvens
O meu corpo está preso
Numa amarra
Onde a alma se protege
Do mar revolto
Raras vezes
Mergulho nas águas geladas
Que não amo
Mas que me envolvem
Numa lasciva
Que me atordoa
Os sentidos
Enquanto isso
Olho as nuvens
Que nunca tocarei
Belas, leves
Sem mácula, sem pecado!