quinta-feira, setembro 03, 2009

Somos como os iogurtes

No fundo somos como os iogurtes e vejam lá se não é verdade...
Temos um prazo de validade (porque como diz a minha mãe: para morrer basta estar vivo)! Mas, tal como os iogurtes, ter um prazo de validade não é significativo. Por vezes desaparecemos antes de expirar o prazo de validade (como o suicídio e o homicídio). Outras vezes desaparecemos quando é suposto, quando o prazo de validade acaba. E outras vezes, é-nos dado um prazo de validade, mas o ser humano vai mais além do que é suposto (é como quando comemos um iogurte que já passou o prazo lol).
O ir mais além é o caso das pessoas em que lhes dão 1 mês de vida, e passado 1 ano ainda aí estão prontas para as curvas!
A maioria de nós não sabe o seu prazo de validade. Não sabemos como e quando vamos morrer. Aí somos diferentes do iogurte. O iogurte sabe que vai acabar comido.
E se soubéssemos? Se alguém nos dissesse: “vais morrer de acidente de automóvel”, quantos de nós continuavam a andar de carro?
E, se por outro lado, em vez de sabermos como, soubéssemos quando? Se nos fosse dito “vais morrer em 2020”. Como seria? Estávamos até 2020 a aproveitar o melhor da vida, abandonando todas as obrigações, e fazendo apenas o que gostávamos? Ou fazíamos a vida normalmente, da mesma maneira que faríamos se não soubéssemos nada? Ou iríamos deixar de viver, com medo de tudo e de todos, a contar os dias que faltavam até 2020?
E quando estivéssemos em 2020 (que tem 12 meses), como seria? Será que todos os dias seriam um terror, um sofrimento, por achar que aquele seria o último dia? Ou será que todos os dias seriam uma dádiva, pois seriam mais um dia?
Cada um de nós teria, decerto, uma maneira diferente de encarar o prazo de validade... Até lá, e perante a incógnita que é o futuro e o fim, devemos encarar este desconhecimento como uma oportunidade de viver o presente, pensando em viver o futuro. Uma dádiva, decerto, da qual não devemos abdicar.

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