terça-feira, junho 05, 2012

sonhar um sonho é perder outro

Dizem que são os sonhos que nos movem, que são eles que nos fazem seguir adiante nesta árdua caminhada chamada vida. E que são eles que nos impulsionam à frente. Que são eles que trazem o verdadeiro significado para tudo o que acontece à nossa volta enquanto ainda não os alcançamos. Mas sonhos são sempre sonhos... Até você chegar lá. E muitos deles são mesmo impossíveis, mas a gente finge que nem vê. Eles simplesmente estão ali...

Só que sempre há um maldito (ou bendito) sonho que é feito aquele pote de ouro no final do arco-íris: você sabe que até pode nem caber só a si tratar dele, mas ainda assim tenta porque tem fé, esperança ou seja lá o quê.  E aqueles outros sonhos que estavam atrelados ao sonho maior vão desabando feito dominós empilhados em fila única e então, de repente, você acorda vazia e com uma dor chata no peito que não vai embora nunca porque a esperança já fez as malas e está ali,  na porta de entrada da alma, pronta para ir-se embora de vez.


Há sonhos que nunca vão deixar de ser sonhos porque o lugar deles talvez seja ali mesmo, no mundo dos sonhos. Tentar trazê-los à tona da realidade pode ser um erro. Mas como definir os sonhos? Como decifrá-los? Não sei. Talvez ninguém saiba...

Saber desistir é uma arte que ainda não aprendi com perfeição. Mas saber desistir também pode ser uma benção.  Talvez seja essa a lição que eu tanto procurava. Não sei.


Os sonhos não são metas. Metas são alcançáveis. Sonhos não. Temos metas e sonhos. E temos que ter noção de que os sonhos dependem de muito além do que aquilo que podemos, por isso os chamamos de sonhos. As metas, essas estão nas nossas mãos.

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